OBRAS E ARTISTAS SELECIONADOS
Impermanência, 2021
videoarte

Sobre a Obra

No quintal de casa assisto, sou e estou diante da impermanência. Capturo o presente como única ação possível. Intercepto no trânsito o limiar – quero mordê-lo, incorporá-lo. São anos de relação com essa árvore, um dia galho, estaca, muda. Já habitando sua terceira casa, estive eu também em inúmeros ciclos em sua convivência, enquanto regava, podava e transplantava. Transfiguro a paisagem fora para outra dentro. Transponho os limites entre uma e outra a partir da criação. Suspendo o tempo, retiro-lhe do ciclo da matéria o antes e o depois. Árvore eu, agora. Obra feita em coautoria com Maria Fernanda Ambuá.

Autora​

Daphne Cunha

Cor de jambo, 2019
fotoperformance

Sobre a Obra

Árvore que simboliza minha ancestralidade e minha cor (fruto da mistura entre negros e indígenas). Dessa mescla, surge o tom de pele popularmente denominado “cor de jambo”. Na obra, um coração constituído de jambos é atravessado por uma flecha (galho da própria árvore). Trata-se da celebração da minha cor, assim como da denúncia acerca da histórica e violenta tentativa de embranquecimento do negro que se dá pela linguagem.

Autora

Aline Ambrosio

Caindo dentro, 2020
fotoperformance

Sobre a Obra

O trabalho fala sobre ser consumida por essa paisagem. Querer permanecer/ser d’ela. O trabalho foi pensado sobre a perspectiva atual em que vivemos isolados em nossos cômodos. O trabalho foi feito a partir de projeções de filmagens capturadas, pela própria artista, de árvores em um dia ventoso na cidade local dela.

Autora

Dara Blois

NÓS: minha segunda pele, 2021
fotoperformance

Sobre a Obra

A motivação foi mostrar que, independente da forma agressiva com a qual o homem age contra a natureza e, por consequência, contra si mesmo, é impossível desvincular a relação entre os dois. Daí a proposta de sobrepor a pele humana com a imagem da árvore, como se, NÓS, fôssemos um só e dependentes um do outro. A obra se torna uma exaltação recíproca por sermos UM e pertencermos ao mesmo lugar.

Autor

Júnior Garcia

Distopia, 2020
fotoperformance

Sobre a Obra

Ser uno. Por definição, cujas partes não se podem separar, permanecendo na sua totalidade, sendo a divisão responsável pela perda da essência. Terra-casa, corpo-tronco, pé-raiz, pulmão- folha. Casulo-barreira que intermedeia o contato. Protege, porém, separa. Também invólucro placentário que carrega em si a potência do nascimento. Romper a casca pra nascer algo novo. Habitar a própria pele e a pele que nos une.

Suporte de produção: Criola – Suporte de fotografia: Criola e Artur Ranne

Autora

Lívia Lopes

Patrono, 2019
fotoperformance

Sobre a Obra

A fotoperformance Patrono apresenta algumas entidades cocriadas a partir do imaginário de um artista do Vale do Jequitinhonha, em colaboração com uma diretora de arte de Montes Claros e um fotógrafo de Belo Horizonte; três vidas de significantes diferenças que são atravessadas por um encorajamento a se aventurar na literatura e, a partir dela, criar linguagem para tecer em outros campos artísticos. Em Patrono, construímos essas entidades que protegem, a partir dos seus meios, o meio-ambiente.

Autores

Marden Ferreira, Djalma e Gabi França

Renascerá, 2021
fotoperformance

Sobre a Obra

Série composta por 7 fotografias compara, unifica e aproxima o corpo feminino e os elementos naturais. Ambos se complementam, sendo parte integrante um do outro e capazes de se auto-reconstruir, se transformar e gerar vida. Descamação e ruídos na resolução estética representam situações impostas às figuras retratadas que convocam seu constante recomeço.

Autora​

Nathália Bruno

Ensaio para Árvore(Ser), 2019
fotoperformance

Sobre a Obra

Ensaio para Árvore(Ser), assim como as raízes de uma árvore centenária se espalham para tentar acessar diversos territórios íntimos. Como uma dança, traduz em movimento, ainda que estático, sentimentos e vivências paradoxais a respeito da natureza, do confinamento, das relações estabelecidas entre. Como um ritual, de onde saímos modificados a partir de um ponto de não retorno, indica revoluções ocorridas em microssegundos. Nunca mais seremos iguais agora. Nem agora. Nem agora.

Autora​

Nirvi

Cuidado, 2021
fotoperformance

Sobre a Obra

Diante de uma quarentena imposta por uma pandemia global, um corpo em sua casa espera por dias melhores, assim como uma planta em um vaso à espera pelo Sol. Quando o toque se torna um perigo e a morte um evento banal, faz-se necessário perceber que tudo é natureza. O que se faz com o mundo se faz com si mesmo.

Autora

Roberta Silvestre

O Calor do Instante, 2021
colagem

Sobre a Obra

O processo para essa obra foi algo bem experimental e intuitivo, porém uma coisa que eu tinha certeza que eu queria era a presença de cores fortes e chamativas. Junto a isso a sensação que eu tive com o primeiro contato visual com a fotografia que está posicionada no meio (de um mapa-múndi) foi de um aquecimento extremo em nosso mundo, e logo me lembrou do aquecimento global. A base é essa. O calor. O princípio é você olhar, sentir toda aquela vibração ao redor, por conta das folhas e do tecido, entretanto, quando o olhar focar no centro, irá ver um mundo seco e desértico, pedindo socorro. Quase queimando.

Autora​

Gabriella Pedro

A Cidade é nosso jardim, 2021
videoarte

Sobre a Obra

Vídeo concebido a partir de visão do Grafite do Hunko letivo, ideia de estabelecer vínculo com o urbano, como num quintal de casa expressar nossa indignação diante da fumaça do diesel, reação à serra elétrica, à seca urbana. O contraste entre o tronco sem vida e o arvoredo vigoroso, a necessidade da intervenção da cidade na proteção ao verde.

Colaboradores: Nilma Silva, Moisés Silva, Hylzi Silva, Neuza Silva, Saulo Pico e autores do Grafite.

Autora

AlaBa

Natureza Morta, 2021
fotoperformance

Natureza Morta, 2021 - fotoperformance - Erika Lima

Sobre a Obra

Árvores urbanas cortadas pela proliferação do concreto. Conscientizar as pessoas que o número crescente de árvores urbanas cortadas aumenta o calor, afugenta os pássaros e outros animais dependentes do abrigo delas, diminui o O2 em circulação e deixa a cidade sem um projeto de paisagismo adequado.

Autora​

Erika Lima

Uma América, 2013
fotografia

Sobre a Obra

Região Norte, Belém, 2013: ano em que o país desejava um outro futuro. Velhas formas de colonizações que não cessam. Corpos feitos de chuvas e de florestas. Submersos e equatoriais. Ameríndios, Afro-índios, pardos desconhecidos como um rio aberto que encontra o mar. Na fotografia, a linha poética que costura o intermitente gesto de trazer para as ruas de uma manifestação-revolução-cabana a esperança colorida, frágil-balão, que guia uma América, “Amenegríndia”, no querer de se encontrar um dia.

Autora

Mara Tavares

Tudo que vive é sagrado, 2021
fotografia

Sobre a Obra

A obra é um chamado a todas e todos à lógica atual de consumo/exploração ao meio ambiente, buscando mostrar a prática do Bem Viver, que funda e constitui novas concepções de gestão do coletivo e do individual; envolvendo natureza, política e cultura, calcados na filosofia inspirada em cosmovisões ameríndias e que propõe a integralidade do mundo e uma vivência em harmonia com a natureza. “Bem viver significa compreender que a deterioração de uma espécie é a deterioração do conjunto.” TUDO QUE VIVE É SAGRADO.

Autora

Sophia Alberti

Árvore da Saudade – O que restou do Vila Viva, 2021
fotografia

Sobre a Obra

É uma crítica direta ao Projeto Vila Viva e as demolições das casas no Aglomerado da Serra. A árvore de pé simboliza a resistência periférica através da ação degradante do ser humano. O termo composto “saudade” remete à memória indenitária ancestral, que por gerações viveu em plena harmonia próximo de sua gigantesca e sombreada copa. Na clareira solitária, esse colosso da natureza é imponente contra o tempo, sendo o grande guardião que restou da história daquele lugar.

Autora

Tborges

Tronco ExTendido, 2021
fotoperformance

Sobre a Obra

Tá lá um tronco ex-tendido no chão! A fotoperformance denuncia o abate sistemático de árvores feito em centros urbanos. Na minha rua havia uma árvore, havia uma copa que fazia sombra em toda a largura do logradouro. O elemento foi abatido, mas o mal não foi cortado pela raiz, não. Com um requinte de crueldade, a cicatriz é deixada na sarjeta, como um aviso para que nenhuma outra se atreva a fazer sombra!

Obra feita com coautoria de Pedro Cabral.

Autor

Virgilio de Barros

Uma lembrança minha pela de minha avó, 2021
foto-narração

Sobre a Obra

audiodescrição em breve

Uma lembrança minha pela de minha avó é a junção de uma fotografia e um áudio em que conto de maneira informal duas histórias. A primeira é um caso de minha avó sobre a queda de uma mangueira em seu quintal, esse caso me fez lembrar da segunda história, também sobre árvore, que aconteceu no Cefart em 2017.

Autora

Daniela Parampal

O sonho da Terra, 2021
instalação virtual

Sobre a Obra

“O sonho da Terra” representa uma cosmovisão em que o homem se livra de suas sujeiras e passa a habitar seu espaço natural como uma espécie renascida, imerso na natureza onde a alma pode brotar novamente.

Participantes: Laura Belisário, Kawany Tamoyos, Christina Faria e Thayná Carvalho.

Autor

Danilo Celso

Jardins Suspensos, 2021
fotoperformance

Sobre a Obra

O conceito da obra está na ideia de vegetação confinada, como nos jardins suspensos da Babilônia. Plantas cultivadas para viverem presas nos vasos, nos terraços, suspensas em muros. Minha motivação está na relação entre as plantas (com as quais tenho convivido, trocado afetos, toques, abraços) e o isolamento social.

Fotografia de Gabriela Fernanda Pereira

Autora​

Rô Gontijo

Respiro, 2021
curta-metragem

Sobre a Obra

Pensando na época em que vivemos, “Respiro” foi concebido a partir da necessidade de reavaliarmos pequenas ações no nosso dia a dia. Dessa forma, procurei refletir, nesse trabalho, a respeito da supressão da nossa natureza devido à forma na qual escolhemos viver todos os dias – em constante contato com a máquina. E nesse caos, resta a possibilidade de salvação, a qual, por vezes, se encontra em pequenas mudanças de perspectiva.

Direção, roteiro e edição: Ana Beatriz Cucaroli – Atuação: Nicole Wingester – Produção: Isadora Reis e Raquel Chamon

Autora​

Ana Beatriz Cucaroli

Quando eu reparei nos pássaros, 2021
videoarte

Quando eu reparei nos pássaros, 2021 - videoarte - 149’’ - Daniela Parampal

Sobre a Obra

O vídeo-poema “Quando eu reparei nos pássaros” é um instante capturado no caminho para minha casa. Árvores, prédios, céu, trânsito, postes, pássaros, nuvens, carros, sirene. A cidade acontecendo. No meio desse movimento, eu reparei nos pássaros.

Autora​

Daniela Parampal

do quintal, olhos e capilares, 2021
videoarte em loop

Do quintal, olhos e capilares, 2021 - 60’’ - videoarte em loop - Marília Roque

Sobre a Obra

Tentativa de captar as diversas capilaridades de um terreiro em que cultivei por 4 anos, registro de uma despedida, tentativa de eternizar uma experiência com a natureza.  De aquário, o aguadeiro: corpo aparelho circulatório, medula espinhal, seiva, sangue, ramificações, simbiose.

Autora​

Marília Roque