OBRAS DO ACERVO

Ao longo de 50 anos, a FCS, por meio do Palácio das Artes, vem salvaguardando diversas obras artísticas significativas para a cultura brasileira, construindo a partir de seu acervo de artes visuais um patrimônio de grande valor artístico. Dentre essas, para a presente exposição foram selecionadas as obras “Selva” (1983), de Mario Fraga, “Sem Título” (1981), de Frans Krajcberg, e duas obras de Carlos Wolney, “Grande Árvore Folharada” (1985) e a “Grande Árvore Verde” (1985).

Para o catálogo eletrônico da exposição CHAMA, o professor Alexandre Ventura, durante a disciplina de Arte Brasileira do Curso Básico de Curadoria da Escola de Artes Visuais do Cefart, orientou os alunos a escreverem textos críticos sobre as obras do acervo FCS selecionadas pela curadora. Logo abaixo, podemos ler alguns fragmentos desses textos e depois confiram na íntegra acessando o catálogo eletrônico da exposição.

“Filho de pais baianos, nascido no Rio de Janeiro, e pertencente à classe média carioca, Mário Fraga é um artista que começou a trilhar e desenvolver seu talento bem cedo. A obra “Selva”, óleo sobre tela, concebida pelo artista Mário Fraga no ano de 1983, trata de forma inovadora e contemporânea de assuntos que encontram ecos na arte, na geografia e nas ciências naturais de modo geral” (BAHIA, Anderson; RADICCHI, Beatriz; FERREIRA, Marden; SILVESTRE, Roberta; BORGES, Tiago, 2021).

 “A gravura “Sem Título”, datada de 1981, é obra criada por Frans Krajcberg, artista plástico polonês naturalizado brasileiro, premiado na Bienal de Veneza e na Bienal de São Paulo. A trajetória do artista reflete os atravessamentos entre sua vida pessoal, legado e temáticas abordadas, relacionadas ao meio ambiente e à natureza” (VIVEIROS, Debora; LOPES, Lívia; VILELA, Monelise; BARROS, Virgílio, 2021).

“Ao pensar nas pinturas “Grande Árvore Verde” (1985) e “Grande Árvore Folharada” (1985) de Carlos Wolney, (…) possuem folhagens volumosas e conseguimos perceber a luz incidindo em ambas, cada qual com sua característica luminosa que induz o fruidor a buscar localizar a árvore dentro do dia, na tentativa de colar uma noção de tempo” (ROQUE, Marília, 2021).